Esofagite

A esofagite é a inflamação da mucosa do esófago, geralmente como consequência da irritação provocada pelo refluxo do ácido e enzimas do estômago.

A mucosa do esófago consegue suportar uma certa quantidade de ácido; no entanto em algumas pessoas esta é mais sensível ao ácido do que noutras. 30-40% dos doentes com refluxo ácido têm esofagite de refluxo subjacente [Richter, 1992] e estão assim em risco para outras complicações esofágicas. Estes doentes têm uma prevalência significativa de ulceração esofágica (2-7%), estenose esofágica (estreitamento do esófago; 4-20%) e esófago de Barret (10-15%). [Spechler, 1992]

A extensão da lesão da mucosa é determinada pela duração da exposição da mucosa ao regurgitado prejudicial e pela potência do fluido do refluxo. Um estudo com duplo contraste de bário habitualmente revela úlceras e erosões superficiais, que geralmente se estendem desde a junção gastroesofágica até à porção distal do esófago.

A endoscopia irá também revelar a extensão da lesão (Figura 1).

Se se observar esofagite, existem sistemas de classificação documentados que permitem a sua definição específica em termos de gravidade. O sistema de classificação de Savary-Miller (I-IV) é frequentemente aplicado.


GRAU 0 –esófago normal
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GRAU I – Uma ou várias erosões numa prega da mucosa
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GRAU II –Várias erosões em
várias pregas da mucosa,
as erosões podem fundir-se
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GRAU III –As erosões em volta da
circunferência esofágica
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GRAU IV – Úlceras, estenose,
encurtamento do esófago
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FIGURA 1 – Diferentes graus de esofagite de acordo com a classificação de Savary-Miller da esofagite de refluxo (imagens de http://www.gastrolab.net)